Em uma enseada de águas límpidas, surge uma pequena ilha na imensidão de um mar azul e tranqüilo, protegida em véu verde da Mata Atlântica.
Este era o cenário que os índios Tupi-Guarani desfrutavam e que aproximadamente até 1930 permaneceu intacto, deslumbrando e encantando também colonizadores. Os índios foram os primeiros a desfrutar as belezas da região, como comprovam os fósseis de até 3000 anos encontrados na praia de Laranjeiras. A colonização começou a partir de 1826, com a chegada do açoriano Baltasar Pinto Corrêa. Anos depois vieram os alemães, atraídos pelo clima e solo fértil formando assim na região uma pequena aldeia, o "Arraial do Bom Sucesso".
Em 1849, o lugar passou a ser designado distrito e paralelamente iniciou-se na localidade do atual bairro da Barra, a construção da Igreja Nossa Senhora do Bom Sucesso - um dos atuais pontos turísticos da cidade.
Já em 1884, o lugarejo foi desmembrado da vizinha Itajaí, originando o município de Camboriú. A partir de 1926 famílias teuto-brasileiras, provenientes principalmente do Vale do Itajaí, descobrem um verdadeiro paraíso de férias. O turismo começa a ganhar forma e força, sendo notoriamente maior do que qualquer outra tendência econômica.
Em 20 de julho de 1964, Balneário Camboriú torna-se município. Com a emancipação política definida, a cidade ganha novo impulso econômico e novas perspectivas sócio-culturais.
O contínuo aperfeiçoamento de sua infra-estrutura pública passou a ser o maior objetivo de seus administradores, visando a melhoria da qualidade de vida de sua gente, e sobretudo, a adequação da cidade para a recepção de seus visitantes.
Em próximos treze anos após a emancipação política, Balneário Camboriú começa a ser invadida por turistas de países vizinhos, em sua maioria, os argentinos. A partir de 1980, também os brasileiros, começam a adotar a cidade como roteiro de suas férias e a intitulam como a "Maravilha do Atlântico Sul".